No one knows

“After all, we’re only ordinary men”
Quase que duvidei desta expressão
Mas não, não duvidarei nunca mais
Tantos anos se passaram com gentes "diferentes"
E entre Deuses que habitam a terra e heróis
Danças demoníacas e levianas
Entre a hipocrisia e a conveniência
A destruição do passado e o plágio
Entre vinho, putas e carrascos
Fome, doença, miséria, hostilidade
Entre banalidades faustosas
Ter o premier valet a anunciar o despertar
Daquele que se clama o Estado em pessoa
E deitar abaixo a hipocrisia toda com o atrevimento
De dizer que o poder vale bem um banho baptismal
Entre tertúlias dos grandes homens
Que correm nus em jardins labirínticos
Homens de Deus em verdadeiras orgias
O êxtase levado ao extremo, ao limite
Entre gentes mais sóbrias, algo deprimidas
Entre intelectuais académicos, iluminados
A busca por tudo o que já tivemos, mas não temos
Românticos, sonhadores, frustrados
Entre os génios, que distorcem a realidade
Que fazem o pino, tocam-te o cérebro, e dizem:
Olha o mundo como quiseres, ele é o que tu vês.
Entre espaços criados para a irracionalidade
Para a libertação do perverso, do estranho
Cinema, música, artes visuais, artes performativas
Verdadeiros audio n’ cameragasms, tudo à vontade do freguês!
Entre miscelâneas tais, que ninguém
Nem o autor as sabe explicar
Mas tantos perderam o medo de as sentir
Porque gira tudo à volta disso mesmo
Das sensações, em qualquer tempo, em qualquer lado
Pois entre tudo isto, e muito mais, fica a pergunta…
Quem és?

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