Era o final do século XIX e no mundo inebriante dos cabarets parisienses vários nomes ficaram como Moulin Rouge e o Gran-Guinol. Mas as ruas de Montmartre estavam cheias de inúmeros outros que desde então caíram no mundo da obscuridade, ou não ultrapassaram a guerra, como o Cabaret da morte.
O espectáculo da morte. Relatos de visitantes que dizem que sítio mais sombrio e proibido era difícil de imaginar. A entrada coberta com pesados conjuntos de mortalhas escondia um túnel negro que conduzia a uma primeira sala iluminada por um candelabro feito de ossos humanos e armas. A iluminação era escassa e fazia-se nas várias salas com velas de cera dentro de caveiras. Grandes e pesados caixões de madeira eram dispostos com uma certa ordem, como que sugerindo o recente acontecimento de uma terrível catástrofe. Nas paredes viam-se esqueletos em grotescas atitudes, imagens de guerra e guilhotinas em acção. Entre pesados cortinados pretos, a morte, o massacre e o assassinato eram a nota dominante. Aqui se assistia ao aparecimento do mais temido, o dos mortos.
Salle d'Intoxication
Caveau des Trépassés
Caveau. Les Spectres Tristes
"Enter, mortals of this sinful world, enter into the mists and shadows of eternity. Select your biers, to the right, to the left; fit yourselves comfortably to them, and repose in the solemnity and tranquillity of death; and may God have mercy on your souls."




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